Fechamento de câmbio na importação: como funciona, passo a passo
Resposta curta
Fechar câmbio na importação é contratar com uma instituição autorizada pelo Banco Central a compra da moeda estrangeira que vai pagar o fornecedor. O contrato de câmbio registra valor, taxa, natureza da operação e data de liquidação. O momento do fechamento depende da forma de pagamento combinada com o fornecedor, e o custo real é medido pelo Valor Efetivo Total (VET), que soma taxa, tarifas e IOF.
O que é o contrato de câmbio de importação
É o documento em que o importador compra a moeda estrangeira de uma instituição autorizada. Nele ficam o valor em moeda estrangeira, a taxa, o valor em reais, a natureza da operação (por exemplo, importação de bens ou de serviços), os dados do fornecedor e a data em que a moeda será entregue no exterior. Sem contrato de câmbio, o pagamento ao fornecedor não sai do país.
Quando fechar: depende da forma de pagamento
A forma de pagamento acertada com o fornecedor define o calendário do câmbio:
- Pagamento antecipado. O câmbio é fechado antes do embarque, muitas vezes em duas partes: um sinal no pedido e o saldo antes de a mercadoria sair.
- À vista. O câmbio é fechado contra a apresentação dos documentos de embarque.
- A prazo. O pagamento acontece numa data futura, depois da chegada da mercadoria, e o importador fica exposto à variação cambial até lá.
No câmbio pronto, a moeda é entregue em até dois dias úteis depois da contratação. Para fixar hoje a taxa de um pagamento que vai acontecer meses depois, existem o câmbio para liquidação futura e o hedge cambial, estruturados com a instituição.
Passo a passo do fechamento
- Cadastro na instituição. A empresa é cadastrada uma vez, com os documentos dela e dos sócios ou representantes.
- Fatura e dados do fornecedor. O importador envia a invoice ou a proforma, com o banco e a conta do fornecedor no exterior.
- Cotação. A instituição informa a taxa e o custo total da operação, com prazo de validade.
- Contrato. Com a cotação aprovada, o contrato de câmbio é emitido e assinado.
- Liquidação. O importador paga os reais e a instituição envia a moeda ao fornecedor, com o comprovante da transferência internacional.
Documentos mais pedidos
Em geral: a fatura comercial (invoice) ou a proforma, os dados bancários do fornecedor e o cadastro aprovado. Conforme a modalidade e a instituição, podem ser pedidos os documentos de embarque ou a declaração de importação. A habilitação da empresa para importar (o radar do Siscomex) é tratada à parte, normalmente com o despachante aduaneiro.
Onde está o custo
A taxa anunciada é só uma parte. O custo da operação soma o spread embutido na taxa, as tarifas da instituição e o IOF, cuja alíquota depende da natureza da operação. Por isso a comparação certa é pelo VET, que junta tudo numa taxa em reais por unidade de moeda estrangeira. O guia VET: como saber o custo real do seu câmbio mostra como comparar duas cotações.
Os erros que mais custam
- Fechar sempre no dia do vencimento, com uma única cotação.
- Classificar a natureza da operação de forma errada, o que pode travar a liquidação.
- Deixar o saldo de um pagamento antecipado ou a prazo sem planejamento, exposto à variação cambial.
- Comparar cotações pela taxa, sem olhar tarifas e IOF.
Conteúdo informativo, sem valor de recomendação. Regras de câmbio e de IOF mudam; confirme as condições de cada operação na cotação.